Justiça fiscal só com tributação aos super-ricos

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Nada mais justo do que cobrar imposto de quem tem mais. Não dá para pensar em reduzir as desigualdades sociais seculares do Brasil e promover justiça fiscal, sem taxar os super-ricos. O país tem 2,4 mil fundos exclusivos com patrimônio de nada menos do que R$ 800 bilhões. Recurso hoje livre de tributação.


Enquanto pouco mais de 2 mil famílias mantêm patrimônio de bilhões isentos e, portanto, sem contribuir com a nação, 41 milhões de brasileiros declararam imposto de renda neste ano e 19,83% (mais de 8 milhões) devem pagar ainda mais tributo. 


Por isso, a proposta do governo Lula de taxar os fundos exclusivos é urgente e necessária. A previsão é de que o texto segue ao Congresso Nacional em agosto, junto com o Orçamento de 2024. A medida visa aumentar a arrecadação e zerar a dívida do governo no ano que vem.


Mas, não pode parar por aí. Para o Brasil reduzir as desigualdades sociais, é fundamental uma reforma tributária justa, com isenção do imposto de renda para os trabalhadores que ganham, pelo menos, até R$ 5 mil, a taxação das grandes fortunas e dos dividendos bilionários recebidos por acionistas de grandes empresas.


Até porque a parcela 10% mais pobre do país compromete 21,2% da renda com os chamados “tributos indiretos”. Já os 10% mais ricos desembolsam apenas 7,8% do rendimento para a mesma finalidade. 

 

Fonte: Movimento Sindical

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