O Itaú anunciou no final de maio o encerramento do segmento Emps+, serviço interno voltado ao atendimento empresarial, pegando centenas de funcionários de surpresa. A decisão, oficializada na última quarta-feira (27/05), trouxe forte impacto para quase 400 profissionais em todo o país.

De acordo com informações do Movimento Sindical Bancário, cerca de 350 trabalhadores foram dispensados sem um plano formal de transição, enquanto apenas 50 serão mantidos e realocados em novos projetos internos.

A medida gerou um clima de forte preocupação e pressão entre os funcionários nas agências.

Conforme exposto por meio dos relatos colhidos pelas entidades de classe, os funcionários demitidos ou em processo de desligamento enfrentam uma rotina exaustiva e cobram respostas sobre os critérios utilizados pela instituição financeira.

Abaixo, com base nesses dados, detalhamos os pontos de conflito, o impacto nas agências e o posicionamento oficial do banco.

Queixas sobre o sistema de metas e problemas logísticos

O principal ponto de conflito entre os trabalhadores e o banco envolve as ferramentas de gestão e as novas exigências de trabalho no dia a dia.

Em suma, o sindicato aponta falta de transparência e alto grau de subjetividade no modelo de avaliação de desempenho.

Há relatos de bancários que comprovaram o atingimento das metas contratuais, mas que foram classificados “abaixo do esperado” devido a falhas e omissões de pontos no sistema interno;

Além disso, os funcionários que migraram para a modalidade Pro reclamaram de custos extras.

Segundo eles, a função exige que o gerente utilize o próprio veículo para visitar clientes, mas o reembolso de combustível oferecido pelo banco está abaixo dos preços praticados nos postos, sendo que o uso de transporte por aplicativo é proibido.

Sobrecarga e desamparo na liderança:

A crise interna também reflete diretamente na operação diária das agências, afetando o clima organizacional e a estrutura de comando:

O que aconteceu com os clientes assistidos pelo Emps+ e qual foi a resposta do Banco Itaú?

Em resposta formal enviada ao sindicato, o Itaú afirmou que as demissões estão sendo realizadas “exclusivamente por performance” e negou a existência de erros ou distorções no sistema de aferição de produtividade.

Com o fim do segmento, a dinâmica de atendimento sofreu alterações imediatas:

O Movimento Sindical informou que continuará monitorando de perto a situação nas agências e cobrando total transparência nos processos de Recursos Humanos do banco.

Por quanto tempo o Emps+ existiu?

O segmento EMPS+, braço do Itaú voltado ao atendimento humano para carteiras selecionadas, conforme destacado ao longo desse texto, teve uma vida bem curta no mercado.

Lançada em meados de 2025 como uma estratégia inovadora dentro da nova plataforma para empreendedores, a modalidade buscava oferecer um suporte mais personalizado aos clientes, ela teve seu fim com aproximadamente 10 meses de operação.

Fonte: TV Foco

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